PENSÕES
Se é justo que se aproximem as prestações das contribuições individuais, ao entrar para o cálculo com toda a carreira contributiva, resulta injusto que a reforma no regime geral não seja acompanhada de idêntica reforma no regime público da Caixa Geral das Aposentações (CGA). Tanto mais que mais de um terço dos actuais funcionários públicos já não tem direito aos privilégios da CGA. Ao reformar apenas do lado já menos favorecido, o Governo está a agravar a injustiça das diferenças entre os dois regimes. Bem se adivinha o medo do Governo dos únicos sindicatos ainda com algum poder de manifestação (os da função pública), mas política com medo não resolve problemas da magnitude com que nos enfrentamos. -